
No Sítio Jurema, em Juazeiro do Norte, a terra tem sido sinônimo de oportunidade e recomeço para agricultores que encontraram na Fazenda Agroecológica um caminho para produzir e gerar renda. A iniciativa é realizada pela Prefeitura de Juazeiro do Norte, por meio da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Serviços Públicos (Seamasp). Com 12 hectares de terra, o espaço reúne nove agricultores para o cultivo, como também uma área de reserva legal.
"Aqui eu planto de tudo. Feijão, milho, fava, macaxeira, batata, cana, coentro, jerimum, pepino, fava e cana", destaca o agricultor Cícero Vidal, um dos que fazem parte da fazenda agroecológica. O agricultor trabalha na roça desde a infância e cultiva uma grande diversidade de alimentos. Ainda segundo ele, o trabalho no campo é mais do que sustento, "Isso aqui é minha vida. Eu nasci na roça e é dela que eu vivo".
Aos 69 anos, o agricultor Damião Pereira conta que planta desde a adolescência e hoje cultiva milho, feijão, macaxeira, batata, limão, melancia e pepino. "Aqui é bom demais. A terra é boa, tem água e a gente tem apoio para produzir. Isso faz toda a diferença", afirma. O agricultor destaca que, "Para quem vive da terra, o projeto representa mais do que produção, é dignidade".
Já Francisco Salustiano, que está há dois anos no projeto, destaca a importância da iniciativa para quem não possui terra própria. "Para nós, isso aqui é uma oportunidade muito grande. É o que eu sei fazer e o que eu gosto. A agricultura é minha base", relata. Ele estima uma produção de cerca de 42 sacas de milho por safra em sua área, além do cultivo de batata-doce.
A Fazenda Agroecológica do Sítio Jurema é um espaço de inclusão produtiva, promovendo não apenas o acesso à terra, mas também o fortalecimento da agricultura familiar. A iniciativa mostra que, com apoio e estrutura, é possível transformar realidades e garantir mais dignidade para quem vive do campo.
Além da venda a comerciantes locais, as produções dos agricultores são comercializadas em feiras e mercados da cidade, garantindo renda contínua, uma parte da produção colhida também é destinada à merenda escolar da rede municipal.